Os elfos são a raça jogável mais antiga de Lineage 2, com uma história que remonta à própria criação do mundo. Sua trajetória é marcada por origens divinas, um antigo reino, guerras devastadoras e uma divisão trágica que mudou para sempre o destino de sua civilização.
A criação dos elfos
Segundo as antigas lendas, a deusa Einhasad criou a forma física dos elfos, enquanto Shilen, que na época era a Deusa da Água, concedeu-lhes a vida ao colocar neles o espírito da água. Os mitos élficos ampliam essa história, afirmando que os primeiros elfos eram seres instáveis, cujos corpos não conseguiam sobreviver por conta própria.
Para salvá-los, Einhasad uniu o primeiro elfo à Árvore do Mundo. De suas folhas nasceram novas gerações de elfos, tornando-se os ancestrais tanto dos Elfos da Luz quanto dos Elfos Negros. Embora a verdade exata permaneça envolta em mistério, a Árvore do Mundo tornou-se o centro espiritual da civilização élfica e o maior símbolo de sua existência.
A Árvore do Mundo e as crenças élficas
A Árvore do Mundo ocupa um lugar único na cultura dos elfos. Ela é considerada a mãe de todas as florestas e, segundo algumas tradições, o refúgio das almas dos elfos falecidos. Também está ligada à lendária Água da Vida, uma força sagrada capaz de preservar a vida e restaurar a natureza.
Ao longo da história, inúmeros guardiões dedicaram suas vidas à proteção da Árvore do Mundo e de suas descendentes. Os frutos dessas árvores eram usados para produzir elixires que prolongavam a vida, enquanto os anciãos escolhidos podiam se comunicar diretamente com a árvore e orientar a sociedade élfica.
O antigo reino dos elfos
Antes da divisão entre Elfos da Luz e Elfos Negros, existia apenas uma única raça élfica. Diversas tribos formavam um grande reino florestal que vivia em perfeita harmonia com a natureza, os espíritos elementais e as criaturas mágicas.
Os elfos desenvolveram habilidades mágicas extraordinárias, dominaram a arte da espada e do arco e tornaram-se respeitados diplomatas durante a era dos Gigantes. Apesar de sua natureza pacífica, também eram guerreiros capazes de defender suas florestas sempre que necessário.
A queda de Shilen
Tudo mudou quando Shilen caiu em desgraça e se tornou a Deusa da Morte e da Destruição. A maioria dos elfos rejeitou sua antiga divindade e passou a venerar Eva como sua nova deusa, chegando até mesmo a reescrever parte de sua própria história para substituir Shilen por Eva como criadora da raça.
Nem todos, porém, aceitaram essa mudança. Uma influente tribo permaneceu fiel a Shilen, criando divisões que moldariam o futuro dos elfos.
As grandes guerras
Após a destruição dos Gigantes, os elfos tornaram-se, por um breve período, a principal potência do continente. Seu reino se expandiu, mas os conflitos contra orcs, humanos e outras raças acabaram levando à sua queda.
A poderosa magia utilizada nessas guerras deixou marcas permanentes no mundo. As belas florestas do norte transformaram-se no Mar de Esporos, enquanto outras regiões tornaram-se terras envenenadas. Os elfos sobreviventes refugiaram-se atrás de poderosas barreiras mágicas e permaneceram isolados do restante do mundo por séculos.
O nascimento dos Elfos Negros
Séculos depois, divergências sobre o uso da magia proibida dividiram as tribos élficas remanescentes. Uma delas buscava dominar a magia negra para restaurar a antiga supremacia dos elfos. Sob a influência de Hardin e do ambicioso líder Mitrael, eles abraçaram os poderes ligados a Shilen e Gran Kain.
Uma guerra civil tomou conta do reino. Durante o conflito, um desastre mágico exterminou a tribo dominante dos Elfos da Floresta. Como vingança, os anciãos sobreviventes lançaram uma terrível maldição sobre seus inimigos.
Os elfos amaldiçoados passaram a ter pele cinzenta e perderam a capacidade de suportar a luz do sol. Acabaram exilados nas florestas ocidentais, onde fundaram uma nova civilização. A partir desse momento, os dois ramos da antiga raça passaram a ser conhecidos como Elfos da Luz e Elfos Negros.
Um legado dividido
A separação foi muito mais do que uma transformação física. Os Elfos da Luz dedicaram suas vidas a Einhasad, Eva, à vida e à harmonia com a natureza, enquanto os Elfos Negros abraçaram o conhecimento proibido, Shilen e as artes da magia sombria.
Esse conflito ideológico tornou-se um dos pilares centrais da história de Lineage 2. Embora compartilhem a mesma origem, milhares de anos de separação transformaram essas duas linhagens em civilizações completamente distintas, com crenças, culturas e destinos diferentes.
A história dos elfos representa um dos capítulos mais importantes do lore de Aden, explicando não apenas a origem de duas das raças jogáveis mais icônicas, mas também muitos dos conflitos que continuam moldando o mundo de Lineage 2.