A Criação dos Anões
Quando os deuses moldaram o mundo, cada um procurou criar uma raça que refletisse sua própria grandeza. Embora os Gigantes já dominassem o mundo com força e sabedoria incomparáveis, a deusa Maphr recusou-se a aceitar que suas criações permanecessem inferiores para sempre.
Em vez de conceder poder físico extraordinário, Maphr presenteou seus filhos com inteligência, curiosidade, disciplina e um desejo insaciável de compreender o mundo material. Ela acreditava que, por meio do conhecimento e da inovação, eles poderiam um dia superar até mesmo os Gigantes.
Assim nasceram os Anões, uma raça destinada a dominar a engenharia, a matemática, o artesanato e a indústria.
Servos dos Gigantes
Durante a Era dos Gigantes, os Anões atuaram como engenheiros, banqueiros, artesãos e trabalhadores. Sob a orientação de Maphr, estudaram a Geometria Absoluta, uma ciência misteriosa que supostamente explicava todas as leis do mundo material.
Esse conhecimento permitiu que realizassem feitos extraordinários, incluindo a construção de estruturas lendárias como os Jardins Celestiais e o Palácio de Karnak.
Os segredos da Geometria Absoluta foram registrados em tábuas escritas no idioma dos Gigantes. Para impedir que esse conhecimento fosse usado de forma inadequada, apenas os anciãos anões podiam ler essas inscrições e transmitir sua sabedoria às gerações futuras.
Os Anões também desempenharam um papel fundamental na mineração de Diamantes Estelares e na construção da Ferrovia Celestial, um dos maiores projetos da civilização dos Gigantes.
A Queda dos Gigantes
Tudo mudou quando os Gigantes foram derrotados em sua guerra contra os deuses.
Temendo que sua tecnologia avançada caísse nas mãos das raças mortais, os deuses quebraram as tábuas sagradas de Maphr em doze fragmentos e as espalharam pelo continente. Grande parte do conhecimento antigo desapareceu, e o mundo mergulhou em um período de declínio.
Enquanto outras raças lutavam pelo poder ou pela sobrevivência, os Anões dedicaram-se a preservar o conhecimento e reconstruir a civilização.
Eles construíram a cidade subterrânea de Labyrinth e continuaram estudando os vestígios da tecnologia dos Gigantes, buscando recuperar os segredos perdidos.
O Surgimento das Guildas
A sociedade anã passou a ser organizada em poderosas guildas, cada uma responsável por uma área específica.
Guilda Bigorna Negra — Ferreiros e artesãos.
Guilda Pilar Cinzento — Construtores, mineradores e engenheiros.
Guilda Portão de Ferro — Guardas e banqueiros.
Guilda Balança de Prata — Mercadores e diplomatas.
Guilda Roda Dourada — Transportadores e fornecedores.
Graças à sua disciplina e dedicação, os Anões tornaram-se a raça mais trabalhadora e produtiva do continente.
O Sonho do Vagão Celestial
Com o crescimento de seu reino, os Anões retomaram a mineração de Diamantes Estelares e reiniciaram o lendário projeto do Vagão Celestial.
Seu objetivo era criar um veículo voador capaz de alcançar o Mar das Estrelas e até mesmo o reino dos deuses.
Enormes redes ferroviárias foram construídas, túneis atravessaram montanhas e as operações de mineração se expandiram rapidamente. Contudo, o projeto teve um custo humano elevado. Muitos mineradores perderam a vida durante as obras, incluindo o Mestre Corona, cuja memória foi homenageada com a criação da Passagem Corona.
Apesar de todos os esforços, o projeto acabou ultrapassando os recursos disponíveis e foi abandonado após uma série de tragédias.
Ainda hoje, as lendas sobre a Ferrovia Celestial continuam atraindo aventureiros em busca de seus mistérios.
Sobrevivência Política e Prosperidade
À medida que guerras se espalhavam pelo continente, os Anões adotaram uma postura pragmática.
Quando conflitos surgiram entre Elfos, Humanos e Orcs, evitaram envolvimento desnecessário e procuraram alianças que protegessem seus interesses comerciais.
Essa estratégia mostrou-se extremamente bem-sucedida.
Os reinos humanos dependiam das armas, armaduras, construções e conhecimentos financeiros dos Anões. Como resultado, a influência anã expandiu-se por todo o continente, e seus comerciantes tornaram-se parceiros indispensáveis.
A Queda do Reino Anão
A prosperidade eventualmente deu lugar à invasão.
Exércitos humanos e forças orcs atacaram o reino anão. Apesar da resistência feroz, os Anões foram obrigados a abandonar sua terra natal.
Segundo as lendas, o rei anão lutou pessoalmente até seus últimos momentos, garantindo tempo suficiente para que seu povo escapasse para as montanhas do norte.
Embora expulsos de suas terras ancestrais, encontraram novas oportunidades nas regiões geladas do norte. Lá descobriram enormes depósitos minerais, incluindo a maior jazida de Mithril do mundo.
A liderança passou para um Conselho de Anciãos formado pelos chefes das guildas, embora muitos ainda acreditem que um descendente do antigo rei retornará para conduzir os Anões a uma nova era de ouro.
A Mina de Mithril e o Despertar de Trasken
Enquanto buscavam novas reservas de Mithril, os mineradores anões descobriram uma gigantesca caverna subterrânea.
Sem saber, haviam invadido o refúgio de Trasken, um monstruoso Verme da Terra e uma das criações mais aterrorizantes de Shilen.
A criatura despertou e começou a devastar assentamentos inteiros.
Incapazes de derrotá-la por meios convencionais, os Anões depositaram suas esperanças em um herói chamado Lucien e seus guerreiros.
Equipados com as melhores armas disponíveis e auxiliados por poderosa magia de selamento, eles enfrentaram Trasken em uma batalha desesperada.
Em vez de tentar matar a criatura, concentraram seus esforços em aprisioná-la antes que pudesse gerar incontáveis descendentes. Para isso, construíram cinco altares de selamento ao redor da mina, criando uma barreira mágica que finalmente confinou a besta.
A vitória salvou a civilização anã e transformou Lucien em uma figura lendária cujo nome continua sendo reverenciado até hoje.
Inovação Além da Guerra
As conquistas dos Anões não se limitaram ao campo de batalha.
Inventores e engenheiros continuaram estudando a tecnologia dos Gigantes. Um de seus maiores sucessos foi a criação dos Golens de Cerco, máquinas de guerra que trouxeram enorme prestígio à Guilda Bigorna Negra.
Com o tempo, os Anões tornaram-se conhecidos como artesãos excepcionais, comerciantes confiáveis, diplomatas habilidosos e especialistas financeiros.
Sua influência alcançou praticamente todos os cantos do continente.
Os Mercadores de Mammon
Nem todas as atividades comerciais dos Anões seguiram os princípios tradicionais.
Com o passar dos anos, surgiu uma organização secreta conhecida como os Mercadores de Mammon. Esses comerciantes alcançaram riqueza e poder extraordinários após estabelecerem pactos com forças demoníacas.
Embora suas ações violassem antigas tradições anãs, seu sucesso tornou-se lendário. Graças às suas conexões com catacumbas e forças do submundo, obtiveram acesso a mercadorias únicas e fortunas inimagináveis.
Apesar de terem sido oficialmente expulsos da sociedade anã, muitos comerciantes secretamente admiravam o poder que conquistaram.
O Legado dos Anões
Entre todas as raças de Lineage II, os Anões se destacam por sua dedicação ao conhecimento, ao artesanato e à inovação.
Da Era dos Gigantes até a batalha contra Trasken, sua história é marcada pela perseverança, inteligência e busca constante pelo progresso.
Enquanto outras raças buscavam a glória através da conquista, os Anões construíram seu legado por meio da indústria, da tecnologia e do trabalho árduo, valores que continuam definindo sua identidade no mundo de Lineage II.