As Origens das Raças em Lineage 2: Elfos, Orcs, Anões, Humanos, Demônios e a Era dos Deuses

5 jun 2026
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A criação do universo de Lineage 2 não terminou com a formação do mundo. Depois que o Gênesis deu origem aos espíritos elementais, aos anjos e ao plano material, os deuses começaram a moldar as raças inteligentes. Essas raças herdariam o mundo, construiriam civilizações, travariam guerras e definiriam a história de Aden.

Este capítulo da lore de Lineage 2 explora a criação dos Elfos, Orcs, Anões, Artei, Humanos, Demônios e Súcubos, bem como os conflitos divinos e filosofias que influenciaram seus destinos.

O Início da Era dos Deuses

Após a conclusão do Gênesis, o mundo material foi preenchido por plantas e animais, enquanto os espíritos elementais passaram a habitar os reinos espirituais. Os Gigantes, os seres mais sábios e poderosos daquela era, foram escolhidos por Einhasad e Gran Kain para governar o mundo.

Os deuses ensinaram aos Gigantes as sagradas Canções da Criação, harmonias de Luz e Trevas que haviam moldado o próprio universo. Essas canções divinas tornaram-se a base da magia e do conhecimento no mundo antigo.

Com o passar do tempo, Einhasad e Gran Kain tiveram cinco filhos:

  • Paagrio, Deus do Fogo

  • Maphr, Deusa da Terra

  • Sayha, Deus do Vento

  • Shilen, Deusa da Água

  • Eva, a filha mais nova

Enquanto Shilen se tornou a governante da Água, Eva não recebeu nenhum domínio elemental. Em vez disso, dedicou-se à música e à poesia, criando canções que mais tarde inspirariam as famosas melodias utilizadas pelos Sword Singers e Virtuosos em Lineage 2.

A Criação dos Elfos e da Árvore da Vida

Insatisfeita em apenas observar a criação, Einhasad decidiu criar vida diretamente.

Usando energia divina, ela formou recipientes vivos e pediu aos seus filhos que fornecessem espíritos para animá-los. Shilen contribuiu com o espírito da água, mas ele não conseguiu manter uma forma estável. Para resolver o problema, Einhasad conectou esse espírito ao ser vivo mais antigo da existência: a Árvore da Vida.

Dessa união nasceram os primeiros Elfos.

A Árvore da Vida tornou-se a ancestral e o centro espiritual da raça élfica. Árvores do Mundo espalharam-se pelo planeta através de raízes interligadas, e os Elfos conquistaram longevidade ao consumir frutos especiais colhidos dessas árvores sagradas.

Devido à sua ligação com a Árvore da Vida, os Elfos regeneram naturalmente força e energia mágica quando estão próximos das Árvores do Mundo, um conceito refletido diretamente na jogabilidade.

Os Guardiões da Árvore da Vida

A Árvore da Vida era protegida por seres poderosos criados a partir dos animais que viviam ao seu redor.

Einhasad combinou espíritos elementais com criaturas próximas para criar:

  • Ents (Timitrans), nascidos de brotos de árvores e espíritos da terra

  • Fadas, nascidas de borboletas e espíritos do vento

  • Pans (Faunos), nascidos de cabras e espíritos do fogo

  • Arachne, nascidas de aranhas e espíritos da água

Entre as Arachne, três irmãs tornaram-se lendárias:

  • Nerupa, guardiã do presente

  • Harne (Litra), guardiã do passado

  • Orfen, guardiã do futuro

Esses seres tornaram-se protetores da Floresta Élfica e servos da Árvore da Vida.

A Sociedade e Cultura Élfica

A civilização élfica girava em torno da harmonia com a natureza.

Diferentemente das outras raças, os Elfos originalmente utilizavam escambo em vez de moedas. Sua magia vinha da comunicação com os espíritos elementais e não do estudo direto.

Os Elfos chamavam sua comunidade de Reino da Floresta e consideravam a natureza algo sagrado. Tornar-se um mago exigia provar uma conexão com as quatro forças elementais que moldaram o mundo.

Segundo a lore posterior, a primeira Rainha Élfica foi Iris, escolhida pela própria Shilen e encarregada de proteger tanto a Árvore da Vida quanto a raça élfica.

Os Elfos eram guiados por doze Anciões escolhidos diretamente pela Árvore, capazes de se comunicar com ela e interpretar sua vontade.

A Criação dos Orcs

Paagrio, Deus do Fogo, criou a segunda raça.

O primeiro Orc era um ser gigantesco cujo corpo continha lava derretida em vez de sangue. Chamas queimavam em seus cabelos enquanto fumaça escapava de sua boca e narinas.

Esse lendário progenitor era conhecido como Kenteki Zu Urutu.

Os deuses sentiram inveja de seu imenso poder. Utilizando as forças da água, do vento, da terra e da natureza, eles o enfraqueceram:

  • A água resfriou seu fogo interior

  • A terra transformou a lava em sangue

  • O vento dispersou sua fumaça

  • O tempo reduziu sua força

Antes de morrer, o Primeiro Orc criou os fundadores de sete tribos nobres:

  • Atuba

  • Neruga

  • Urutu

  • Duda-Mara

  • Gandi

  • Ragna

  • Hestui

Essas tribos tornaram-se os ancestrais de todos os clãs orcs.

A Chama da Eternidade

Antes de morrer, o Primeiro Orc acendeu a Sagrada Chama da Eternidade usando o fogo divino de Paagrio.

Os Orcs juraram proteger essa chama para sempre.

Segundo a tradição orc, a extinção da Chama Sagrada significaria a destruição de toda a raça orc. Durante gerações, guerreiros e xamãs a protegeram no Planalto da Imortalidade.

A Caverna das Provações tornou-se mais tarde um local sagrado onde os líderes orcs transmitiam sua sabedoria e espírito para as futuras gerações.

A Criação dos Anões

Maphr, Deusa da Terra, criou os Anões ao infundir o espírito da terra em uma forma divina.

Diferentemente de outras raças, os Anões receberam pouco talento mágico. Em vez disso, Maphr concedeu a eles:

  • Inteligência excepcional

  • Conhecimento em engenharia

  • Habilidade artesanal

  • Domínio da matemática

  • Maestria em arquitetura

Maphr ensinou metalurgia, escultura, construção, comércio e ciência.

Graças à sua natureza prática, os Anões desenvolveram os primeiros sistemas comerciais do mundo. Sua tradição de trocar bens artesanais ajudou a criar a base econômica de todo o continente.

A Criação dos Artei

Sayha, Deus do Vento, criou os Artei.

Esses seres alados representavam liberdade, beleza, curiosidade e independência. Diferentemente dos anjos, suas asas eram únicas e permitiam que voassem livremente pelo mundo.

Os Gigantes tentaram escravizar os Artei, mas rapidamente descobriram um problema: Artei capturados perdiam a vontade de viver e morriam em cativeiro.

Incapazes de controlá-los, os Gigantes foram forçados a deixá-los livres.

Durante séculos, os Artei viajaram pelo mundo atuando como mensageiros e exploradores entre regiões distantes.

A Criação Fracassada de Gran Kain: Os Demônios

Gran Kain, o Deus da Destruição, desejava provar que podia criar vida com o mesmo sucesso que Einhasad.

Sem utilizar um espírito adequado, ele criou formas vivas que se tornaram os primeiros Demônios.

O experimento fracassou.

Ao perceber seu erro, Gran Kain expulsou suas criações para o Purgatório, um reino árido e hostil.

Em vez de perecerem, os Demônios adaptaram-se e evoluíram.

Com o tempo, formaram sociedades poderosas governadas por quatro Reis Demônios:

  • Malruk

  • Triol

  • Bremnon

  • Halisha

Esses governantes buscavam constantemente maneiras de invadir o mundo material através de pactos, magia sombria e corrupção.

A Criação da Humanidade

Recusando-se a abandonar sua ambição, Gran Kain tentou um novo experimento.

Desta vez, buscou ajuda de seus filhos.

Cada um contribuiu com um espírito elemental imperfeito:

  • Shilen forneceu água estagnada

  • Paagrio forneceu fogo fumegante

  • Maphr forneceu terra estéril

  • Sayha forneceu vento incontrolável

Gran Kain combinou esses fragmentos e os utilizou para animar uma nova raça.

O resultado foi a Humanidade.

Em vez de criar seres perfeitos, o experimento produziu criaturas fracas, instáveis, emocionais e imprevisíveis.

Os deuses riram da criação de Gran Kain.

Envergonhado, ele abandonou a humanidade.

O Espírito do Caos

A mistura dos espíritos elementais defeituosos criou algo único dentro dos humanos: uma força conhecida como Caos.

Diferentemente das outras raças, os humanos carregavam fragmentos de todos os poderes elementais.

Isso lhes concedeu uma adaptabilidade extraordinária e permitiu que se misturassem com outras raças. Muitos descendentes mestiços herdaram habilidades excepcionais de ambos os pais.

Embora inicialmente fossem considerados a raça mais fraca, a instabilidade humana acabou se tornando sua maior força.

Sua curta vida incentivou a ambição.

Sua fraqueza criou o desejo por poder.

Sua impulsividade transformou-se em coragem.

O que começou como um experimento fracassado acabaria se tornando uma das raças mais influentes da história de Lineage 2.

As Súcubos e as Canções Proibidas

Enquanto permanecia escondido em seu Palácio das Trevas, Gran Kain criou outra raça: as Súcubos.

Belas, inteligentes e com aparência angelical, elas serviam como assistentes dentro de seu palácio.

Entretanto, as Súcubos ouviram secretamente as Canções da Criação de Gran Kain e tentaram roubar seu poder.

Quando Gran Kain descobriu a traição, expulsou-as.

O conhecimento proibido desapareceu, mas deixou vestígios.

Segundo a lenda, o sangue das Súcubos mortas transformou-se em runas mágicas capazes de preservar fragmentos das canções divinas. Essas runas tornaram-se parte de antigas tradições mágicas e rituais religiosos.

A Primeira Era da Civilização

Com o passar dos séculos, as raças espalharam-se pelo continente e viveram sob o domínio dos Gigantes.

Cada raça ocupava uma função diferente:

  • Os Elfos serviam como estudiosos e mestres da magia.

  • Os Orcs tornavam-se guerreiros e soldados.

  • Os Anões eram artesãos, comerciantes e engenheiros.

  • Os Artei permaneciam viajantes e mensageiros livres.

  • Os Humanos realizavam trabalhos pesados e servis.

Os Humanos foram os que mais sofreram sob a sociedade dos Gigantes. Abandonados por seu criador e sem uma religião unificada, lutaram para encontrar um propósito.

Entretanto, sua maior fraqueza acabou tornando-se sua maior vantagem.

Movidos pela ambição, adaptabilidade e determinação, os humanos um dia desafiariam todas as raças que antes os consideravam inferiores.

Conclusão

A criação das raças marcou o início da civilização no universo de Lineage 2. Desde a sagrada Árvore da Vida e o nascimento dos Elfos até as origens trágicas da humanidade e a ascensão dos Reis Demônios, esses acontecimentos estabeleceram as bases para todos os grandes conflitos que viriam depois.

À medida que a Era dos Deuses continuava, as tensões entre raças, deuses e gigantes acabariam transformando o mundo para sempre.

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